23 Sep 2026

CAT: quando a Comunicação de Acidente de Trabalho deve ser emitida?

Entenda quando a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) deve ser emitida, quem pode realizar o procedimento e os impactos da não comunicação. Saiba como a gestão de SST contribui para a prevenção e a conformidade legal.

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A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um dos documentos mais importantes na gestão de Saúde e Segurança do Trabalho. Apesar disso, ainda existem muitas dúvidas sobre quando ela deve ser emitida, quem pode realizar o procedimento e quais são as consequências do descumprimento da legislação.

A falta de conhecimento sobre o tema pode gerar problemas previdenciários, trabalhistas e até mesmo dificuldades para o próprio trabalhador acessar seus direitos.

Por isso, entender corretamente a emissão da CAT é fundamental para empresas, gestores e profissionais de SST.

O que é a CAT?

A CAT é o documento utilizado para comunicar oficialmente ao INSS a ocorrência de um acidente de trabalho ou de uma doença ocupacional.

Seu objetivo é registrar o evento e permitir que o trabalhador tenha acesso aos direitos previdenciários previstos na legislação quando necessário.

A emissão da CAT não significa automaticamente afastamento ou reconhecimento de culpa da empresa. Ela representa apenas a formalização da ocorrência perante os órgãos competentes.

Quando a CAT deve ser emitida?

A CAT deve ser emitida sempre que ocorrer:

  • Acidente típico de trabalho
  • Acidente de trajeto
  • Doença ocupacional ou profissional
  • Agravamento de doença relacionada ao trabalho
  • Acidente que resulte em afastamento ou não

Muitas empresas acreditam que a CAT só é necessária quando existe afastamento, mas essa interpretação está incorreta.

A legislação prevê a comunicação independentemente da gravidade do acidente.

Qual é o prazo para emissão da CAT?

A empresa deve emitir a CAT até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência do acidente.

Nos casos de acidente com óbito, a comunicação deve ser realizada imediatamente.

O descumprimento dos prazos pode gerar autuações e penalidades para a organização.

Quem pode emitir a CAT?

Embora a responsabilidade principal seja da empresa, outros agentes também podem realizar a emissão quando necessário.

Entre eles:

  • O próprio trabalhador
  • Dependentes do trabalhador
  • Sindicato da categoria
  • Médico responsável pelo atendimento
  • Autoridade pública competente

Isso significa que a ausência de emissão pela empresa não impede que o acidente seja comunicado aos órgãos responsáveis.

Quais os impactos da não emissão da CAT?

A não emissão da CAT pode gerar diversos problemas para a empresa.

Entre eles:

  • Multas administrativas
  • Questionamentos em fiscalizações
  • Fragilidade jurídica em processos trabalhistas
  • Dificuldades na gestão dos afastamentos
  • Aumento da exposição previdenciária

Além disso, pode comprometer a análise adequada das causas dos acidentes e a implementação de ações preventivas.

A prevenção continua sendo o melhor caminho

Embora a emissão da CAT seja uma obrigação legal importante, o principal objetivo das empresas deve ser reduzir a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais.

Investir em gestão de riscos, treinamentos, monitoramento dos ambientes de trabalho e cultura preventiva é a forma mais eficiente de proteger trabalhadores e fortalecer a operação.

A Resolução Medicina Ocupacional apoia empresas na gestão de SST, investigação de ocorrências, controle de afastamentos e fortalecimento das ações de prevenção, promovendo mais segurança e conformidade legal.