10 Jul 2026

O que a fiscalização vai analisar sobre a nova NR-1? Entenda o que mudou na gestão de riscos ocupacionais

A fiscalização da nova NR-1 vai além da análise de documentos. As empresas precisam comprovar que a gestão de riscos ocupacionais, incluindo os riscos psicossociais, é aplicada na prática e integrada ao PGR.

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Nos últimos anos, a gestão de Segurança e Saúde no Trabalho passou por uma transformação significativa. Com as atualizações da NR-1, as empresas precisam demonstrar que possuem uma gestão de riscos efetiva, contínua e alinhada à realidade das suas operações.

A fiscalização já não está focada apenas em verificar a existência de documentos como PGR, inventários ou planos de ação. O que será analisado é se esses documentos refletem a realidade da empresa e se as medidas previstas estão sendo aplicadas de forma prática.

Essa mudança representa um novo cenário para as organizações: não basta cumprir formalidades. É necessário comprovar que a gestão de riscos funciona na prática.

Riscos psicossociais ganham destaque nas fiscalizações

Um dos principais pontos de atenção da nova NR-1 é a necessidade de identificar, avaliar e controlar os riscos psicossociais presentes no ambiente de trabalho.

Fatores como excesso de demandas, conflitos interpessoais, falta de autonomia, assédio e outras situações que podem impactar a saúde mental dos trabalhadores passam a exigir uma abordagem estruturada dentro do processo de gestão de riscos.

Para estar em conformidade, a empresa deve demonstrar que esses fatores foram devidamente avaliados e que existem ações concretas para seu controle e monitoramento.

O papel da AEP e do PGR na avaliação dos riscos psicossociais

A avaliação dos riscos psicossociais deve ser realizada inicialmente por meio da Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP).

A partir dessa análise, os riscos identificados precisam ser incorporados ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), tanto no Inventário de Riscos quanto no Plano de Ação.

Esse processo garante que os fatores psicossociais deixem de ser tratados como questões isoladas e passem a integrar oficialmente a estratégia de prevenção da empresa.

Sem essa integração, a organização pode enfrentar dificuldades para comprovar conformidade durante auditorias e fiscalizações.

O que os auditores vão verificar na prática?

Durante uma fiscalização, alguns aspectos tendem a receber atenção especial dos órgãos fiscalizadores.

Inventário de riscos atualizado

O inventário deve refletir fielmente a realidade das atividades desenvolvidas pela empresa, incluindo riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, de acidentes e psicossociais.

Plano de ação estruturado

As medidas de controle precisam estar documentadas, com responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento das ações propostas.

Participação dos trabalhadores

Os colaboradores devem fazer parte do processo de identificação dos riscos e da construção das medidas preventivas. A participação ativa dos trabalhadores fortalece a efetividade da gestão.

Coerência entre riscos e medidas adotadas

Os auditores poderão avaliar se as ações implementadas realmente correspondem aos riscos identificados durante as avaliações.

Evidências da avaliação dos riscos psicossociais

Será importante demonstrar que a análise foi realizada na AEP e posteriormente incorporada ao PGR de forma consistente.

Registros e comprovações

Treinamentos, atas, relatórios, registros de implementação e outras evidências serão fundamentais para demonstrar que a gestão acontece além do papel.

A conformidade depende de ações contínuas

A nova NR-1 reforça um conceito importante: gestão de riscos não é um evento isolado.

Campanhas pontuais, avaliações sem acompanhamento ou documentos elaborados apenas para atender exigências legais já não são suficientes para demonstrar conformidade.

A expectativa dos órgãos fiscalizadores é encontrar processos estruturados, revisões periódicas e evidências de melhoria contínua.

A pergunta não será apenas quais riscos foram identificados, mas também como eles foram avaliados, registrados e quais ações foram efetivamente implementadas para controlá-los.

Quais são os riscos para empresas não preparadas?

A falta de adequação pode gerar impactos que vão muito além das autuações administrativas.

Entre os principais riscos estão:

  • Multas e penalidades decorrentes de não conformidades;
  • Aumento de passivos trabalhistas e previdenciários;
  • Questionamentos em processos judiciais;
  • Dificuldades na gestão do eSocial;
  • Queda na produtividade;
  • Aumento do absenteísmo;
  • Impactos negativos no clima organizacional e na retenção de talentos.

Por isso, preparar-se para as novas exigências deixou de ser apenas uma obrigação legal e passou a ser uma estratégia de proteção para o negócio.

Preparação e prevenção são o caminho

Empresas que investem em uma gestão estruturada de riscos ocupacionais conseguem não apenas atender às exigências legais, mas também construir ambientes de trabalho mais seguros, produtivos e sustentáveis.

A adequação à NR-1 exige conhecimento técnico, processos bem definidos e acompanhamento contínuo para garantir que os riscos sejam identificados, avaliados e controlados de forma eficiente.

Como a Resolução pode ajudar sua empresa

A Resolução oferece suporte especializado para adequação à NR-1, auxiliando empresas na identificação, avaliação e gestão dos riscos ocupacionais, incluindo os fatores psicossociais.

Com uma abordagem focada em conformidade, prevenção e segurança jurídica, sua empresa pode estruturar processos mais eficientes e estar preparada para atender às exigências da fiscalização.

Entre em contato com a Resolução e garanta uma gestão de riscos alinhada às exigências da NR-1, com processos estruturados, documentação adequada e foco na proteção dos trabalhadores e do negócio.